Campinas ainda aguarda oito médicos para substituir cubanos

Chegada de médicos cubanos no Brasil. (Foto: Agência Brasil/Arquivo)

A Secretaria de Saúde de Campinas ainda aguarda a apresentação de oito profissionais contratados para o programa Mais Médicos para poder substituir integralmente o quadro de cubanos que deixou a cidade após decisão do governo de Cuba de abandonar o projeto.

Campinas tinha 46 médicos cubanos, e 42 saíram da cidade. Segundo a Saúde municipal, 36 profissionais (todos brasileiros) já se apresentaram para ocupar as vagas. Os oito restantes já foram convocados, mas ainda não fizeram a confirmação – o prazo para isso é o próximo dia 14.

Na cidade, a Prefeitura não deve encontrar problemas para preencher as vagas – por se tratar de um grande centro, Campinas tem a preferência dos profissionais convocados, que evitam cidades menores no interior do país.  
 
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Em todo o país, o Ministério da Saúde tem tido dificuldades para ocupara as vagas deixadas pela saída dos cubanos. Metade dos brasileiros desiste do Mais Médicos em menos de um ano e meio. Essa alta rotatividade preocupa governo e especialistas.

Um problema que tem sido reforçado em dados de novo edital lançado pelo Ministério da Saúde para ocupar 8.517 vagas abertas após a saída de médicos cubanos. Segundo a pasta, ao menos 200 profissionais que haviam selecionado municípios para atuar comunicaram que devem desistir das vagas. Com a medida, os postos voltaram a ser ofertados novamente no sistema.

Até esta quinta (6), 8.394 médicos inscritos no programa selecionaram municípios para atuar. Deste total, 3.721 já haviam confirmado interesse nas vagas – o equivalente a 44%. O prazo final para que todos os médicos se apresentem aos municípios vai até 14 de dezembro. Já as inscrições para as vagas restantes terminaram às 23h59 desta sexta (7).

O governo pretende divulgar um novo edital no dia 17 deste mês para profissionais formados no exterior que desejam participar do Mais Médicos.

O edital deve ser composto pelas vagas onde médicos inscritos não compareceram para trabalhar ou onde não houve interessados em atuar. Até essa quinta, 123 vagas ainda estavam disponíveis, a maioria delas em cidades com 20% ou mais da população em extrema pobreza e distritos sanitários indígenas.

PLANO B

Caso isso não seja suficiente, a pasta analisa outras medidas. A primeira, de curto prazo, seria permitir que médicos recém-formados com dívidas do Fies ganhem desconto em parte do valor caso atuem nas unidades de saúde.

Outra, de médio e longo prazo, é a adoção de um modelo de serviço civil obrigatório. A proposta foi levada ao Ministério da Educação. A medida, porém, valeria para todas as profissões. A ideia é que a proposta valha apenas para novos ingressantes. (Com Folhapress)