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Prefeito de Paulínia relata bloqueio de contas e dificuldade com pagamentos após impasse no cargo

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Juiz nega pedido de posse de presidente da Câmara para assumir Prefeitura de Paulínia

Juiz nega pedido de posse de presidente da Câmara para assumir Prefeitura de Paulínia

O prefeito interino de Paulínia, Du Cazelatto (PSDB), admitiu na manhã desta quinta-feira (10) que o Executivo tem encontrado dificuldades em pagamentos de fornecedores. Segundo Cazelatto, o problema surgiu depois de pedidos de bloqueios das contas da administração municipal em dois bancos, solicitados pelo atual presidente da Câmara Municipal, Antônio Ferrari (DC), conhecido como Loira.

“Hoje, estamos com algumas pendências de pagamentos de remédios e de vários fornecedores”, disse Cazelatto.

Dos dois bancos que receberam o pedido feito por Loira, apenas a Caixa Econômica Federal efetuou o bloqueio por dois dias. Segundo Cazellato, os valores foram liberados nesta quinta. O Santander não atendeu ao pedido.

Por um impasse em relação a quem deveria ocupar o cargo, Cazelatto e Loira chegaram a despachar ambos como prefeitos da cidade de sexta-feira dia 4 até segunda, dia 7. Ferrari iniciou uma briga judicial para assumir o comando do Executivo, pois entende ser o substituto natural do prefeito e vice-cassados, Dixon Carvalho (PP) e Sandro Caprino (PRB), respectivamente. Ambos foram cassados em novembro de 2018 pela Justiça Eleitoral porque não tiveram as contas da campanha de 2016 aprovadas.

Loira foi empossado como prefeito por vereadores no dia 4 de janeiro. Após esta decisão do Legislativo, ele fez exonerações e duas nomeações, além de pedir o bloqueio das contas, segundo o prefeito interino Du Cazelatto.

'Loira' foi eleito novo presidente do Legislativo de Paulínia — Foto: Reprodução / Câmara de Paulínia'Loira' foi eleito novo presidente do Legislativo de Paulínia — Foto: Reprodução / Câmara de Paulínia

‘Loira’ foi eleito novo presidente do Legislativo de Paulínia — Foto: Reprodução / Câmara de Paulínia

Na última quarta-feira (9), a Justiça negou o pedido de Loira para assumir a prefeitura. O juiz Bruno Luiz Cassiolato, da 1ª Vara de Paulínia, seguiu a recomendação do Ministério Público que solicitou à Câmara para que a posse fosse anulada. Ele entendeu que o pedido não procede, já que a posse do presidênte da Câmara como prefeito só é válida quando o cargo fica vago, o que só aconteceu em novembro, com a cassação de Dixon.

A decisão do juíz ainda cabe recurso, mas a defesa de Cazelatto está confiante.

“Estamos muito serenos e tranquilos com a decisão que foi tomada, e confiamos que ela será mantida em eventual recurso. O prefeito Du Cazellato continuará gerindo a cidade até a realização de novas eleições suplementares na forma da lei”, disse Marcelo Pelegrini.

O advogado defende que o cargo de prefeito não está vago, como alega a defesa de Loira.

Em nota enviada ao G1 na sexta-feira (11), a defesa de Loira classificou como “politicagem” a abordagem feita por Du Cazellato. Confira o texto na íntegra:

“Na manhã da última quarta-feira, dia 9, já devidamente empossado Prefeito Interino do Município de Paulínia pela Câmara Municipal, em sessão solene realizada no dia 4 do corrente mês, o vereador Antonio Miguel Ferrari, o Loira, solicitou o bloqueio das duas contas bancárias do município, visando, única e exclusivamente, evitar eventuais transações financeiras que acabassem lhe tornando responsável.

Ocorre que, na tarde do mesmo dia 9 deste mês, uma decisão judicial suspendeu todos os atos praticados por Loira, enquanto Prefeito Interino do município. Com isso, o Sr. Ednilson Cazellato, que se mantém provisoriamente à frente da Chefia do Poder Executivo Municipal, de posse da referida decisão judicial supracitada, deveria ter requerido aos bancos o desbloqueio imediato das referidas contas.

No entanto, em vez de resolver a questão, por meio de um ato administrativo tão simples e de efeito imediato, ele preferiu fazer politicagem com o fato, responsabilizando, de forma irresponsável e leviana, o vereador Loira por supostas dificuldades que estaria enfrentando para autorizar pagamentos da Prefeitura Municipal.

Loira lamenta e repudia essa postura rasteira de disseminar tais informações inverídicas à população paulinense, por um lado, com o objetivo de denegrir a sua imagem e, por outro, para garantir vantagens meramente eleitoreiras para o autor das mesmas.”

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