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Valinhos comemora 65 anos da chegada das primeiras famílias japonesas

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A Colônia Japonesa tornou a cidade a maior produtora da goiaba de mesa do Brasil

Este ano Valinhos comemora os 65 anos da chegada das primeiras famílias japonesas ao município, as quais foram responsáveis na introdução do cultivo da goiaba na cidade, estimulando ainda mais a vocação da fruticultura local.

Os Hirayama e os Yonemura mudaram-se para o bairro Macuco em janeiro de 1954. Nos meses seguintes, juntaram-se a eles as famílias de Miyoshi Wada, Izumi Sassaki, Shigueo e Moryo Yamashita, Motoyuki Sugahara, Ryoiti Kawakami, Moinoru Tanaka, Uti Yamada e Nakamura. Vindos do Japão para trabalhar na agricultura, a pequena colônia dedicou-se ao cultivo do tomate.

Associação Cultural Nipo-Brasileira

Ainda em 1954, os japoneses criaram a Associação Cultural Nipo-Brasileira do Bairro do Macuco. Cinco anos depois, foi inaugurada, com prédio e terreno próprios, a sede social (kaikan) da Associação. As famílias estavam começando suas vidas no novo mundo, mas decidiram criar um espaço onde pudessem praticar esportes e ter um convívio social com outras famílias japonesas.

O primeiro presidente da Associação foi Shinkiti Hashimoto. Os demais fundadores eram Noboru Hiraiama, Katoci Yonemura, Motoyuki Sugahara, Izumi Sassaki, Yassutaro Kawakami e Miyoshi Wada. O Conselho Fiscal da primeira diretoria era composto por Yumao Nishiama, Shouki Hanaoka e Fumio Yamazaki.

A Associação tem como objetivos preservar a cultura, a culinária e a tradição japonesa, transmitindo esses conceitos às novas gerações. Para isso, promove as tradicionais noites do yakissoba, undokai (gincana), comemorações como dia das mães e dos pais, shinenkai (festa em comemoração a ano novo), prática de softbol e aula de japonês.

Uma das dificuldades dos japoneses pioneiros de Valinhos foi a distância até a escola mais próxima, a oito quilômetros do bairro. A Associação solicitou à Prefeitura de Valinhos a construção de uma escola no Macuco, em terreno doado por ela. A Escola Municipal de Educação Básica Tomoharu Kimbara foi inaugurada em meados de 1970 e atende cerca de 350 crianças.

Goiaba

Na agricultura, o tomate não se mostrou tão rentável devido ao desgaste da terra, o que forçou a colônia japonesa a diversificar a produção rural. A família Kusakariba passou a plantar goiaba. As primeiras sementes vieram de Mogi das Cruzes. A fruta só teve valorização comercial na década de 1980 quando também chegou a Valinhos Yoshinobu Kusse, um dos maiores produtores de goiaba hoje na cidade.

O aperfeiçoamento no plantio e o aumento da produção de goiaba garantiu a Valinhos outro título importante da fruticultura. A cidade, que já era Capital do Figo Roxo, passou a ser também a maior produtora da goiaba de mesa do Brasil. Segundo o Departamento de Agricultura da Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Valinhos, a expectativa para a safra de goiaba 2018/2019 é de 14 mil toneladas da fruta e R$ 60 milhões de faturamento.

A expressiva produção de goiaba em Valinhos e a importância do cultivo para a agricultura local levou o Município a criar a Expogoiaba, evento que ocorre junto com a Festa do Figo. A fruta é uma das estrelas do evento, ao lado do figo roxo de Valinhos.

Famílias japonesas em Valinhos: Hiraiama; Yonemura; Sugahara; Sassaki; Kusse; Kusakariba; Kawakami; Wada; Nishiama; Hanaoka; Yamazaki; Hashimoto; Yamashita; Kawakami; Tanaka; Nakamura; Matsutani; Honda; entre outras.

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