Eduardo e Mônica: Baseado na música da Legião Urbana, filme será recheado de easter eggs (Visita a set)

Longa vai se passar em 1986 e promete retratar os anos 1980 “com o pensamento de que ele vai ser assistido por pessoas de 2019”.

Cinco anos depois do lançamento de Faroeste Caboclo, o diretor René Sampaio volta ao “Universo Cinematográfico Legião Urbana” para transformar em filme a música “Eduardo e Mônica“. Os atores Gabriel LeoneAlice Braga dão vida ao casal que, mesmo com tudo diferente, veio mesmo, de repente, uma vontade de se ver. E o AdoroCinema visitou o set (confira no vídeo acima).

“A base [dos filmes] é o mesmo autor [Renato Russo], mas Faroeste é um filme que tem uma tragédia onde morre todo mundo no final e o Eduardo e Mônica é um filme em que as pessoas ficam casadas no final”, lembra (spoiler?) o diretor.

Os 4min30s de música tiveram que ser “expandidos” para além do futebol de botão com o avô, a festa estranha, o amigo do cursinho. “Ela tem uma relação bem específica com a mãe, que não existe na música”, Alice exemplifica. Juliana Carneiro da Cunha (Lavoura Arcaica), aliás, assume o papel, enquanto Otávio Augusto (Avenida Brasil) e Victor Lamoglia (Ana e Vitória) representam o avô e o amigo, respectivamente. Bruna Spínola vive a irmã da protagonista.

Mariana Vianna Equipe no set.

Eduardo e Mônica vai se passar em 1986, ano de lançamento do disco “Dois”, da Legião. “O Tiago Marques, que é o diretor de arte, teve o cuidado de retratar os anos 1980 com o pensamento de que ele vai ser assistido por pessoas de 2019″, ano de previsão de estreia do filme, explica a produtora Bianca de Felippes.

E, assim como foi feito em Faroeste (trata-se da mesma equipe aqui), a ordem é fugir do lugar-comum. Se não é segredo que a Mônica gostava de Bandeira e do Bauhaus, Van Gogh e dos Mutantes, de Caetano e de Rimbaud, a intenção é reproduzir essas referências de forma sutil – e visual, claro.

Jamila Barbosa A Mônica de moto (e o Eduardo sem camelo).

Um exemplo: “Quando a gente está falando do universo do Van Gogh, de cara a gente ficou com a referência de que a Mônica poderia usar uma ‘bota do Van Gogh'”, do tipo gasta, presente na obra do pintor, conta o diretor de arte.

Disso resulta que o longa será recheado de easter eggs.  “A gente vai fazer umas ações na internet para a pessoas verem mais de uma vez o filme”, adianta, espertamente, a produtora.

Print A “bota do Van Gogh”.