‘Saio triste e contra minha vontade’, diz Juliana Alves sobre a Unidos da Tijuca

Juliana Alves não é mais rainha da Unidos da Tijuca. A atriz deixou o posto após seis anos e lamentou a saída da agremiação, nesta quarta-feira (22), em seu Instagram. “Universo tá fazendo uma manobra mas sei e tenho fé em Deus que será revertida num bem maior… Estarei aqui na torcida e vibrarei positivamente pelo Borel e comunidade tijucana. Saio triste e contra a minha vontade mas agora, só com o tempo mesmo… ‘são coisas do meu coração’, como diz nosso samba. Unidos da Tijuca, te amo pra sempre. A dor passa, o samba cura, o amor fica. Dá um show, Tijuca.”

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Atriz deixa posto por ‘motivos financeiros’: ‘Sou grata’

Segundo a mãe de Yolanda, de 10 meses, a saída foi motivada por problemas financeiros. “Pres. Fernando Horta, fico com sua frase: ‘o único motivo é financeiro’. A gente discorda em algumas coisas… mas eu sigo te respeitando, te admirando pelo que fez pela nossa escola nos últimos anos e sou muito grata por ter confiado a mim essa missão tão linda”.

Artista fala de representatividade: ‘Importa sim’

Juliana, de volta ao trabalho após ser mãe, disse que a relação com a Unidos da Tijuca foi construída ao longo de anos e lembrou a felicidade de representar a agremiação no Carnaval do Rio. A artista ainda destacou que representava os moradores tijucanos na Avenida. “Nos ensaios, assídua e disponível a todos e a energia da comunidade era meu grande combustível mesmo quando eu tava triste ou cansada. Meu sorriso vinha fácil com tanto amor, tanto carinho que eu recebia e a alegria de estar em casa. Nos ensaios de rua e Tijuquinha eu vivia o auge da alegria, com as crianças à frente da bateria. Naqueles momentos, tudo fazia mais sentido. Porque representatividade importa sim. Eu sou como elas. E isso dá um brilho no olhar, uma relação que dinheiro nenhum pode comprar. Fui muito feliz. Vou sentir uma saudade da troca de olhares, dos beijos nas mãos cheias de história e dos abraços na velha guarda e nossas baianas. Saudades do passo marcado e do canto forte da harmonia, da cumplicidade com as passistas, riscando o chão, dos olhos marejando a cada vez que beijava nosso pavilhão com o casal de mestre-sala e porta-bandeira.”

(Por Tatiana Mariano)