Atirador que matou 4 em missa não tinha antecedentes criminais (Foto: Foto: Reproduçaõ/Facebook)

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O atirador que matou quatro pessoas durante uma missa na Catedral Metropolitana de Campinas, em São Paulo, foi identificado como o analista de sistemas Euler Fernando Grandolpho, de 49 anos. Ele cometeu suicídio depois de atirar contra as pessoas que assistiam à missa na tarde desta terça-feira (11).

Euler tinha Carteira Nacional de Habilitação (CNH) de Valinhos, no interior de São Paulo.”Não temos até o momento nenhuma informação sobre motivação”, diz o delegado José Henrique Ventura, da unidade que atua na região do crime. O atirador não tinha antecedentes criminais. Um delegado foi enviado até a casa dele para tentar encontrar mais informações que ajudem a elucidar o caso.

O delegado diz que, preliminarmente, não há nenhum indício de que o atirador tinha qualquer relação com as vítimas. Em uma rede social, Grandolpho mantinha um perfil que listava que ele estudou na Unip e no Colégio Técnico da Unicamp.

Os quatro mortos são homens que até agora não foram identificados. Há também quatro feridos, socorridos para hospitais de Campinas. 

Crime
As cenas foram registradas pelas câmeras da catedral. O atirador aparece no lado esquerdo das imagens, logo depois que a missa é encerrada. Ele se levanta e começa a atirar contra um grupo que estava sentado atrás dele. Depois, caminha pela catedral atirando em várias pessoas. Uma senhroa que estava sentada do outro lado aproveita um momento em que o atirador parece estar recarregando a arma para sair correndo e fugir. Em seguida, dois policiais são vistos na catedral e seguem o suspeito, que se mata em seguida – a parte final não é exibida.

Os tiros aconteceram ao final de uma missa que começou às 12h15 (horário de Brasília). Às 13h25, a Polícia Militar recebeu um chamado que dizia que um homem vestido de azul entrou na catedral, atirou nas pessoas e depois em si mesmo. 

A Arquidiocese de Campinas divulgou nota comentando o caso. “Um tiroteio deixou pelo menos cinco pessoas mortas e outras quatro feridas no começo da tarde desta terça-feira (11), dentro da Catedral Metropolitana de Campinas, no Centro da cidade, segundo informações do Corpo de Bombeiros. Ainda não se sabe a motivação. A Catedral segue fechada para atendimento das vítimas e a investigação da Polícia. Assim que dispusermos de mais informações, as disponibilizaremos. Contamos com as orações de todos neste momento de profunda dor”, diz o texto.

Além dos mortos, quatro pessoas foram feridas, mas sobreviveram, sendo levadas para os hospitais das Clínicas de Campinas, Mário Gatti e Beneficiência Portuguesa. Ainda não há detalhes sobre o estado de saúde das vítimas, que não foram identificadas. Também não há até agora identificação dos mortos.

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Corre-corre
De acordo com os Bombeiros, o homem entrou na catedral com uma pistola e um revólver calibre 38.  

“Nove vítimas no total, cinco óbitos aqui e quatro vítimas socorridas pelas viaturas. As vítimas não foram identificadas ainda. Socorremos quem poderia ser socorrido e investimos em quem nós achamos que poderia retornar do quadro grave […] O que chegou para a gente é que as pessoas estão estáveis nos hospitais. Não temos informação sobre motivação e sobre quem são as vítimas”, explica o bombeiro Alexandre Monteiro.

Na hora do ataque houve corre-corre no centro da cidade, principalmente na rua 13 de Maio, uma das mais movimentadas do comércio local. 

“A maioria idosos, pessoas inocentes, e ele [suspeito] acabou disparando contra todas essas pessoas. A cena é desesperadora, uma tragédia muito grande”, afirma o guarda Alexande Moraes.

Uma funcionária da catedral, Terezinha Pereira dos Reis, contou ao R7 que os tiros foram no final de uma missa. “Estava saindo apara almoçar e escutei muitos tiros”, conta. “O pessoal estava cantando e algumas pessoas ainda estavam dentro da catedral”, acrescenta. A Arquidiocese de Campinas divulgou uma nota lamentando o crime. “A Catedral segue fechada para atendimento das vítimas e a investigação da Polícia. Assim que dispusermos de mais informações, as disponibilizaremos. Contamos com as orações de todos neste momento de profunda dor”.

O guarda municipal Alexandre Moraes diz que chegou ao suspeito ainda com vida, mas que ele logo morreu. “A visão que eu tive é a de que era uma pessoa ensandecida e que resolveu tirar a vida de outras pessoas, inocentes. Cheguei e ele estava praticamente morto”, contou ao Uol.

O secretário de Segurança Pública de Campinas, Luiz Augusto Baggio, disse que o homem já chegou disparando.

“A intenção era atirar. Ele já atirou ‘fatalizando’ as pessoas. Não tinha nenhum motivo específico que não fosse a loucura dele”, acredita Baggio.

Já o delegado Hamilton Caviola Filho, da 1ª Delegacia, disse que o atirador ainda sentou durante a missa. “Ele não chegou atirando. Ele estava sentado, parado e quando se levantou começou a atirar nas pessoas”, afirma.

Em nota, a Prefeitura de Campinas informou que mobilizou prontamente o Samu, a Rede Mário Gatti, a Guarda Municipal e a Emdec para atender às vítimas do ataque ocorrido na Catedral Metropolitana de Campinas. No texto, a Prefeitura disse que a prioridade no momento é dar total atenção aos feridos e às famílias das vítimas.

Suspeito matou quatro pessoas e se matou (Foto: Reprodução)

Em entrevista à rádio Bandeirantes, o prefeito de Campinas, Jonas Donizette (PSB) disse que deve decretar luto de três dias.

Testemunhas ouviram vários disparos
A gerente de uma loja de alianças que fica perto da catedral ouviu o barulho dos disparos e se assustou. “Ouvimos muitos tiros, mais de 20. Ouvi, mas não estava entendendo. Só fui entender quando as pessoas entraram correndo e gritando dentro da loja”, disse Patrícia Silvério, de 40 anos.

“Vi um senhor, todo ensanguentado, correndo, até que uma ambulância o segurou.” Segundo ela, várias lojas das redondezas fecharam as portas e uma faixa amarela faz o isolamento do local

Pedro Rodrigues estava dentro da Catedral e viu quando o atirador entrou na igreja e fez os disparos. “Era hora do almoço e fazia uns 5 minutos que a missa tinha acabado. Ele chegou com a arma em punho e saiu atirando. Sempre pensei que a igreja era um lugar seguro”, disse Rodrigues. 

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