Caminhoneiros fazem protestos e ameaçam greve no Rio e São Paulo (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Na madrugada desta segunda-feira (10) caminhoneiros realizaram atos de paralisação em rodovias do Rio e de São Paulo. Segundo informações da Band News FM, no Rio de Janeiro a manifestação ocorreu na Rodovia Presidente Dutra onde o trânsito foi interrompido por volta das 6h, horário de Brasília, gerando mais de 2 km de congestionamento.

A movimentação foi motivada por recente decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux que na última quinta-feira (6) suspendeu a aplicação de multas para quem descumprir a tabela de preço mínimo de fretes para serviços rodoviários, regulada pela pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

Em São Paulo, um grupo de cerca de 15 a 20 caminhoneiros se reuniu na na rotatória da Av. Augusto Barata, entrada do Porto de Santos (SP), por volta de 0h. Segundo informações da Agência Estado a PM e a Guarda Costeira estiveram no local para garantir a regularidade do trânsito. Não houve transtorno no fluxo de caminhões e a concentração se dissolveu por volta das 08h no horário local. 

Categoria dividia
Quando o assunto é a possibilidade de uma nova greve, como a que ocorreu em maio deste ano, os caminhoneiros estão divididos. Segundo informações do Estadão, parte da categoria acredita que nesse momento uma paralisação não seria efetiva por ser um período de pouca carga que não geraria grande impacto no setor. Além disso, aqueles que são contrários à greve desejam esperar a posse do presidente eleito Jair Bolsonaro e dar um tempo para que o presidente possa tomar decisões que sejam favoráveis aos profissionais. 

Do outro lado, os que argumentam a favor da greve dizem que não se pode deixar passar a decisão do Supremo sem um posicionamento firme. Para acalmar essa parcela da categoria, o líder dos caminhoneiros, Wallace Landim, conhecido como Chorão, encaminhou via grupos de WhatsApp mensagem do deputado federal Osmar Terra (MDB-RS), futuro ministro da Cidadania do governo Bolsonaro. Nela, o parlamentar afirma que, apesar da decisão, a lei continua valendo e é ilegal não cumprir a tabela de preços mínimos do frete.         

*participante da 13ª turma do programa Correio de Futuro, com supervisão da repórter Amanda Palma

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