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Claudelice dos Santos - Estamos sendo assassinados todos os dias"" Claudelice dos Santos - Estamos sendo assassinados todos os dias""

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Claudelice dos Santos – Estamos sendo assassinados todos os dias””

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Em uma conversa sincera e comovente, Claudelice dos Santos, advogada e ativista, compartilha sua história de luta e resistência em defesa da Amazônia. Sua batalha começou após a trágica perda de seu irmão, Zé Claudio, e sua cunhada, Maria, ambos defensores da floresta, assassinados por militantes em 2010.

1. Revivendo o passado

Claudelice dos Santos recorda com emoção o momento em que recebeu o convite para falar no TEDx Amazônia. Ela se sentiu como se estivesse voltando no tempo e vendo seu irmão na sua frente, discursando na primeira edição do evento.

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> ‘Era como se eu visse o Zé Cláudio na minha frente palestrando naquele dia. E me veio uma mistura de sentimentos, como uma dor e, imediatamente, comecei a chorar. Mas, também, como uma honra de poder subir no mesmo lugar em que ele subiu, tanto tempo depois e agora sem ele.’

2. A tragédia que mudou tudo

Seu irmão, Zé Claudio Ribeiro dos Santos, denunciou ameaças de morte em uma fala de menos de dez minutos durante a primeira edição do evento, em novembro de 2010. Apenas seis meses após seu alerta, o casal de defensores da floresta foi morto a tiros por pistoleiros.

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3. A busca por justiça

Após a perda trágica, Claudelice abandonou sua vida na roça para se tornar a porta-voz da família na busca por justiça. Ela viajou para diversos países e, embora quisesse ser agrônoma, formou-se em Direito pela Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (UNIFESSPA), onde seu trabalho de conclusão de curso foi sobre o duplo assassinato de seu irmão e sua cunhada.

4. O Instituto Zé Claudio e Maria

Claudelice criou o Instituto Zé Claudio e Maria, que continua a luta por justiça iniciada por seu irmão, preserva a memória de defensores da floresta assassinados e apoia aqueles que estão ameaçados de morte. O Instituto também desenvolve projetos de economia solidária e educação ambiental.

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5. O perigo continua

Apesar das conquistas, a situação para defensores da Amazônia continua perigosa. Claudelice cita o exemplo do indígena Tymbek, que denunciou na sessão do Conselho de Direitos Humanos da ONU a invasão da Terra Indígena Cachoeira Seca, onde vive o povo Arara. Duas semanas depois, ele foi encontrado morto, supostamente por afogamento.

6. A motivação para continuar

Quando questionada sobre o que a motiva a continuar a luta, Claudelice é clara:

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> ‘O que me motiva é saber da impunidade, que gera um medo de falar, medo de continuar a luta. O silenciamento das pessoas através da brutalidade, da tortura, dos ataques aos acampamentos, seja através dos assassinatos.’

7. A situação dos defensores da terra e da floresta

Claudelice destaca que a região da Amazônia é uma das mais violentas e onde ocorreram grandes chacinas e massacres. Ela lamenta a lentidão da mudança e o impacto das crises mundiais na violência contra seu povo.

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8. O legado de Zé e Maria

Apesar das dificuldades, Claudelice se inspira nas ações de seu irmão e sua cunhada. Ela enfatiza a importância dos ensinamentos deles sobre como viver em harmonia com a floresta e a necessidade de preservar esses ensinamentos para as futuras gerações.

9. A valorização da vida camponesa

Claudelice acredita que é um orgulho ser filho de camponês e ter uma conexão com a Floresta e a roça. Ela critica as forças que veem a preservação da floresta como um crime, uma balela, ou apenas uma forma de lucrar.

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10. A luta por justiça

Claudelice reforça que sua luta é para manter seu modo de vida, seu lugar e a floresta que seu irmão e cunhada lutaram para proteger. Ela acredita que a terra é uma extensão das pessoas e que a preservação da floresta é uma honra.

11. A emoção da saudade

Claudelice expressa sua dor e saudade, mas reafirma seu compromisso com a luta por justiça e a preservação da memória de seu irmão e cunhada.

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> ‘A tua luta não foi em vão, meu irmão, não foi. Você está na memória coletiva. Você está na memória das pessoas. A Maria está na memória coletiva. Vocês nunca foram esquecidos e não serão.’

12. A realidade brutal

Claudelice conclui sua entrevista com uma reflexão sobre a brutal realidade da vida na Amazônia e reafirma seu compromisso com a luta pela justiça e pela preservação da floresta.

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> ‘Não é pesadelo, não. É a brutal realidade de onde eu vivo.’

Para informações adicionais, acesse o site

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‘Este conteúdo foi gerado automaticamente a partir do conteúdo original. Devido às nuances da tradução automática, podem existir pequenas diferenças’.

Jornalista e editora do NHTV, um espaço onde trago as principais notícias do Brasil e do mundo. Minha paixão pelo jornalismo me motivou a criar este site, com o objetivo de oferecer informações precisas e imparciais sobre uma variedade de tópicos. Acredito no poder do jornalismo para informar, inspirar e capacitar as pessoas a compreenderem melhor nosso mundo em constante mudança. Agradeço por nos acompanhar e estou aqui para fornecer notícias confiáveis e relevantes.

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