Connect with us
Educação Pós-Pandêmica - A Luz no Fim do Túnel com o Projeto Indiano Educação Pós-Pandêmica - A Luz no Fim do Túnel com o Projeto Indiano

Notícias

Educação Pós-Pandêmica – A Luz no Fim do Túnel com o Projeto Indiano

Artigo

em

Introdução

A pandemia de Covid-19 impactou profundamente a educação no Brasil, com fechamento de escolas e a adaptação abrupta para o ensino remoto. Muitos estudantes, como Ana Rufila, tiveram dificuldades para acompanhar as aulas à distância e sofreram com o atraso na aprendizagem. Mas, graças ao projeto indiano Teaching at the Right Level (TARL), implementado em algumas redes estaduais e municipais do Brasil, há uma luz no fim do túnel.

O Problema da Educação na Pandemia

A pandemia agravou um problema já existente no Brasil: a disparidade na educação. As salas de aula se tornaram ainda mais heterogêneas, com alunos apresentando diferentes níveis de aprendizado. Segundo a Pnad Contínua de 2022, a Amazônia tem uma das piores taxas de analfabetismo na população acima de 15 anos (7,6%), com estados como Acre (8,5%) e Maranhão (12,1%) apresentando taxas ainda piores.

PUBLICIDADE

> “É um problema que já existia e foi agravado pela pandemia. Se antes tínhamos salas de aula heterogêneas, agora elas estão ainda mais desniveladas com alunos com déficits e aprendizados diferentes”, afirma Lucas Rocha, diretor de projetos da Fundação Lemann.

A Implementação do TARL no Brasil

Diante da falta de iniciativas do Ministério da Educação (MEC) para lidar com o problema, a Fundação Lemann decidiu apoiar a implementação do TARL no Brasil. O projeto foi adaptado para a realidade brasileira e recebeu o nome de “Projeto Pororoca” em Moju, no Pará.

PUBLICIDADE

O diferencial do programa é a preparação dos professores para entender o nível de aprendizado de cada aluno e transmitir o conhecimento de forma lúdica e pragmática. Em 90 horas de aulas, os professores conseguem avaliar a evolução do aluno e adaptar o ensino à sua necessidade.

O Impacto do TARL

A eficácia do TARL é evidente nas estatísticas. Antes da implementação, apenas 14% dos alunos conseguiam ler textos simples. Após a implementação, esse número subiu para 44%. Em matemática, a porcentagem de alunos que conseguiam realizar operações básicas passou de 17% para 59%.

PUBLICIDADE

A Necessidade de Novas Estratégias

O ministro da Educação, Camilo Santana, reconhece que a pandemia impactou a aprendizagem dos estudantes no mundo inteiro, e que o Brasil sofreu ainda mais devido à falta de coordenação e assistência do MEC.

> ‘Mas o Brasil experimentou uma situação ainda mais complicada porque houve uma espécie de ‘apagão’ na coordenação federativa que o MEC deveria ter desenvolvido, e na assistência técnica e financeira que deveria ter sido oferecida aos Estados e aos municípios’, disse Santana.

PUBLICIDADE

Em meio à ausência de ações do MEC, cada município e Estado teve que desenvolver suas próprias estratégias e soluções, resultando em resultados limitados e aprofundando as desigualdades entre as redes de ensino.

O Papel do Professor

A secretária de Educação de Moju, Sandra Helena Lima, defende que todos os professores de educação básica sejam preparados para ser alfabetizadores, independentemente do ano ou disciplina que lecionam.

PUBLICIDADE

> “O MEC e o Conselho Nacional de Educação (CNE) precisam se atentar para isso, pois os professores estão sendo formados com a teoria e depois quando chegam a uma escola de Moju ou de outros municípios mais carentes encontram uma realidade com a qual não sabem lidar”, diz Lima.

Ela ressalta que muitos professores de anos mais avançados do ensino fundamental se recusam a alfabetizar alunos com níveis de aprendizagem defasados, alegando que não foram preparados para isso.

PUBLICIDADE

A Tecnologia como Aliada

Em Laranjal do Jari, no Amapá, a rede municipal de ensino buscou ajuda na tecnologia para melhorar o gerenciamento administrativo e resolver o alto déficit de aprendizagem entre os estudantes. Ao contratar os serviços da empresa Proesc, a secretária de Educação, Antonina Oliveira, agora consegue fazer avaliações de desempenho próprias.

> ‘Usar a tecnologia na educação pública é um desafio porque as pessoas tendem a imaginar que a rede fica se empurrando ou fazendo de qualquer jeito. Sistematizar, organizar dados e trabalhar com indicadores têm sido um exercício novo’, diz Oliveira.

PUBLICIDADE

Ela reconhece que ainda há resistência por parte dos professores em trabalhar com dados, mas acredita que a plataforma pode ajudar a equilibrar o déficit de aprendizagem em quatro anos.

Conclusão

A educação pós-pandêmica no Brasil enfrenta grandes desafios, mas projetos como o TARL e o uso de tecnologias como a plataforma Proesc oferecem esperança de um futuro melhor. Com a preparação adequada dos professores e o uso de estratégias eficazes, é possível recuperar a aprendizagem perdida e garantir uma educação de qualidade para todos os alunos.

PUBLICIDADE

Para informações adicionais, acesse o site

‘Este conteúdo foi gerado automaticamente a partir do conteúdo original. Devido às nuances da tradução automática, podem existir pequenas diferenças’.
PUBLICIDADE

Jornalista e editora do NHTV, um espaço onde trago as principais notícias do Brasil e do mundo. Minha paixão pelo jornalismo me motivou a criar este site, com o objetivo de oferecer informações precisas e imparciais sobre uma variedade de tópicos. Acredito no poder do jornalismo para informar, inspirar e capacitar as pessoas a compreenderem melhor nosso mundo em constante mudança. Agradeço por nos acompanhar e estou aqui para fornecer notícias confiáveis e relevantes.

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE