Hospital de Campinas realiza a primeira cirurgia robótica fora das capitais

O Hospital Vera Cruz de Campinas se tornou, nesta segunda-feira (10), a primeira instituição privada fora das grandes capitais a realizar um cirurgia robótica.

A cirurgia foi uma prospatectomia, ou retirada de próstata, realizada pelo urologista Sandro Mendonça Faria em um paciente de 57 anos. O procedimento foi um sucesso, segundo a equipe do programa de cirurgia robótica do hospital, e durou cerca de três horas. O paciente deve ser liberado ainda nesta terça-feira (11).

O robô Da Vinci, importado dos Estados Unidos, foi o responsável pela operação com a ajuda da Hospital Care, uma holding administradora de hospitais, como o Vera Cruz. O equipamento ainda deve ser usado em diferentes cirurgias nas áreas de coloproctologia, gastroenterologia e cirurgia torácica.

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Foto: Reprodução/A Cidade On

Os procedimentos robóticos, além de serem o que há de mais atual e avançado na medicina na atualidade, são menos invasivos, trazem menos dor e menos traumas, possibilitando ainda altas prévias em comparação com as cirurgias tradicionais.

João Paulo de Oliveira, diretor comercial do hospital, conta que a viabilização da cirurgia robótica foi um grande desafio. “A iniciativa demandou importante aporte de capital humano e financeiro, alinhado com o planejamento estratégico da instituição de se manter na vanguarda no que diz respeito à inovação tecnológica e excelência no atendimento dos pacientes”, conta.

Foto: Divulgação/Guilherme Gongra

Em relação ao procedimento realizado, o urologista Sandro Mendonça Faria explica que o sistema robótico é moderno, além de multifuncional, principalmente quando o tratamento envolve o câncer de próstata.

“A técnica é conhecida mundialmente na abordagem e preservação dos nervos responsáveis pela ereção, o que confere resultados superiores no controle do câncer e da prevenção da continência urinária e da função sexual”, explica o urologista.

O objetivo do Vera Cruz é realizar 180 cirurgias apenas no primeiro ano de uso do equipamento, sendo uma média de 15 operações ao mês.

Para que os cirurgiões possam realizar o procedimento, é preciso passar por um processo de habilitação e especialização em cirurgias robóticas, iniciando um treinamento in loco no robô e finalizando com um curso específico do fabricante, em Bogotá, na Colômbia, para que seja emitida uma certificação.

Em Campinas, ao menos cinco médicos da instituição já estão treinados e autorizados para a realização das cirurgias robóticas.